O Atlas do Rock regressa em Outubro com um especial dedicado ao novo continente Zelândia, trazendo depoimentos inéditos de músicos das bandas Devilskin, Suede Arcade, The World Will Burn, Enter the Soil, Deathnir, Just One Fix, Ignite the Helix e Hunt the Witch.
Do hard rock mais tradicional ao doom metal mais extremo, teremos mais uma vez um programa eclético com o que de melhor se produz atualmente na Nova Zelândia em termos de rock/metal.
O programa será transmitido com exclusividade pela webradio Rádio Rock Freeday no Sábado, dia 21 de Outubro às 19h, com reprise no Domingo, dia 22/10, no mesmo horário. Quem perder o streaming poderá conferir posteriormente em nossos canais do hearthis.at, podomatic, mixcloud e iTunes. Abaixo uma video playlist com as bandas deste especial. Confira!
O Atlas do Rock regressa com um super especial sobre o continente Africano, trazendo depoimentos inéditos de músicos das bandas Juggernaught, Riddlebreak, Psordid, Kings of Improg, Megalodon, Dividing the Element, Arka'n, Dor Fantasma e Soradra. Para além da playlist com os últimos lançamentos das bandas convidadas, o programa ainda conta com a participação de Sashquita Northey, promotora e organizadora do SAMMA (South African Metal Music Awards), o prêmio de música pesada da África do Sul.
O programa será transmitido com exclusividade pela webradio Rádio Rock Freeday Sábado, dia 12 de Agosto às 19h, com reprise no Domingo, dia 13 de Agosto, no mesmo horário. Quem perder o streaming poderá conferir posteriormente em nossos canais do podomatic, mixcloud e iTunes.
Abaixo uma video playlist com as bandas deste especial. Confira!
Hoje o nosso podcast regressa com um especial sobre a editoras independentes, destacando nesta primera parte o selo Alemão Pure Steel Records. O programa traz entrevistas inéditas com os grupos Custard, Hellish War e Heaven's Guardian e será transmitido com exclusividade pela webradio Rádio Rock Freeday neste Sábado às 19h.
A playlist está recheada de bandas do catálogo da editora, tais como Vatican, Wretch, Sunless Sky, Ancestral, Attick Demons, Iron Curtain, SoulHealer, Distant Past, Rizon, Sarasin, Black Hawk, TormentoR e Ravager.
Haverá uma reprise do programa no domingo dia 23 no mesmo horário, e quem não conseguir ouvir o streaming poderá conferir posteriormente em nossos canais do podomatic, mixcloud e iTunes.
Abaixo um video teaser dos conteúdos deste especial. Confira!
A partir de Agosto o Metal Open Mind passará a assinar uma rúbrica mensal sobre o underground Brasileiro no programa Eclipse Metálico de Portugal. Bandas nacionais que quiserem participar deverão enviar material físico para nosso endereço de contato habitual, e serão selecionadas e entrevistadas por Gustavo Scafuro.
O convite de parceria partiu de Manuel Joaquim, que comanda semanalmente o programa de 3 horas de duração há 20 anos, todos os domingos das 22-01h (GMT+1) na rádio Marcoense 93.3 FM.
Não perca essa oportunidade de ter sua música divulgada em Portugal!
O Atlas do Rock regressa este mês com um super especial dedicado a França!
O programa apresenta 10 bandas emergentes do cenário Rock/Metal Francês, selecionadas e apresentadas por Gustavo Scafuro e Edilson Pichiliani.
Participações especiais de músicos integrantes das seguintes bandas:
SCARLEAN - Metal Progressivo
SMOKEHEAD - Hard Rock Alternativo
DEFICIENCY - Thrash Metal Melódico
IRON BASTARDS - Fast Rock’n’Roll
HEADCHARGER - Heavy Rock
PSYKUP - Metal Experimental
EKLYPS - Folk Metal
LUNATIC POWER - Metal Progressivo
ARCADIA - Metal Sinfônico
WHYZDOM - Metal Sinfônico
Abaixo você confere a playlist com os clips oficiais das bandas envolvidas:
O programa apresenta 10 bandas emergentes do cenário Rock/Metal Francês, selecionadas e apresentadas por Gustavo Scafuro e Edilson Pichiliani.
Participações especiais de músicos integrantes das seguintes bandas:
SCARLEAN - Metal Progressivo
SMOKEHEAD - Hard Rock Alternativo
DEFICIENCY - Thrash Metal Melódico
IRON BASTARDS - Fast Rock’n’Roll
HEADCHARGER - Heavy Rock
PSYKUP - Metal Experimental
EKLYPS - Folk Metal
LUNATIC POWER - Metal Progressivo
ARCADIA - Metal Sinfônico
WHYZDOM - Metal Sinfônico
Abaixo você confere a playlist com os clips oficiais das bandas envolvidas:
O Atlas do Rock regressa em 2017 com um super especial dedicado a Grécia! O streaming já está disponível no Mixcloud e iTunes, e download/streaming temporário no podOmatic.
O programa apresenta 7 bandas de Rock/Metal da Grécia, selecionadas e apresentadas por Gustavo Scafuro. Participações especiais de músicos integrantes das bandas na seguinte ordem de apresentação:
HIDDEN IN THE BASEMENT - Stoner/Heavy Rock
GHOST SEASON - Modern Rock/Metal
NEED - Progressive Metal
MARAUDER - Power Metal
INNERWISH - Melodic Power Metal
WARDRUM - Melodic Power Metal
CAELESTIA - Melodic Death Metal
Abaixo você confere a playlist com o vídeo de apresentação e clips oficiais das bandas envolvidas:
O programa apresenta 7 bandas de Rock/Metal da Grécia, selecionadas e apresentadas por Gustavo Scafuro. Participações especiais de músicos integrantes das bandas na seguinte ordem de apresentação:
HIDDEN IN THE BASEMENT - Stoner/Heavy Rock
GHOST SEASON - Modern Rock/Metal
NEED - Progressive Metal
MARAUDER - Power Metal
INNERWISH - Melodic Power Metal
WARDRUM - Melodic Power Metal
CAELESTIA - Melodic Death Metal
Abaixo você confere a playlist com o vídeo de apresentação e clips oficiais das bandas envolvidas:
Algumas pessoas tem me perguntado o que vai acontecer com o Metal Open Mind, se o podcast vai acabar, se o blog vai continuar, etc. Para responder a estas perguntas é necessário entender alguns pontos importantes:
1. O Projeto Metal Open Mind foi criado de forma independente em 2000, e assim deverá se manter por tempo indetermindado. Parcerias são sempre bem vindas, mas só se perpetuam quando se trata de benefício mútuo.
2. Durante todos esses anos, colaborei pontualmente com diversos outros projetos (revistas especializadas, sites, blogs e web rádios), tendo como combustível somente a minhão paixão por música. Não tenho formação jornalística, e nunca pretendi fazer desse hobby uma profissão.
3. Tudo o que produzi através do Metal Open Mind foi de iniciativa pessoal, e embora tenha contado esporadicamente com alguns colaboradores, todo o conteúdo apresentado é de minha total e exclusiva responsabilidade.
4. Nos últimos 4 anos produzi inúmeros podcasts que foram transmitidos por diferentes rádios na internet. A experiência foi positiva, porém o alcance ainda é muito limitado e o feedback quase nulo. A idéia é mantê-lo para ocasionalmente divulgar playlists especiais baseadas no material mais relevante enviado por bandas ou suas editoras.
5. É fácil manter ativo um blog como este, porém pretendo lançar um novo site mais dinâmico e visualmente mais interessante, e assim poder divulgar os novos projetos do MOM que vão surgir a partir de Abril. Como sou eu que faço toda essa parte de programação, design e gestão de conteúdos, só irei fazer a migração quando estiver 100% satisfeito com o mesmo.
6. Para 2017 minha grande meta é transpor para o youtube um pouco daquilo que fiz até agora com o MOM e explorar novas formas de divulgação através de vlogs dinâmicos e interativos. O canal existe há alguns anos e já conta com cerca de 500 inscritos, embora nunca tenha feito nada específico por lá. A idéia é dar a conhecer mais daquilo que sou e penso enquanto ser humano, compartilhar meu conhecimento enquanto colecionador de música, e minha experiência como músico e fã de música.
6. A mudança é fundamental, uma constante em nossas vidas que se reflete naquilo que somos e fazemos. Assim também será com o Metal Open Mind, que irá continuar propondo novidades, quebrando barreiras, e disseminando o que de melhor acontece no universo rock sem fronteiras.
Gustavo Scafuro | Guz69
youtube.com/user/Guz69
1. O Projeto Metal Open Mind foi criado de forma independente em 2000, e assim deverá se manter por tempo indetermindado. Parcerias são sempre bem vindas, mas só se perpetuam quando se trata de benefício mútuo.
2. Durante todos esses anos, colaborei pontualmente com diversos outros projetos (revistas especializadas, sites, blogs e web rádios), tendo como combustível somente a minhão paixão por música. Não tenho formação jornalística, e nunca pretendi fazer desse hobby uma profissão.
3. Tudo o que produzi através do Metal Open Mind foi de iniciativa pessoal, e embora tenha contado esporadicamente com alguns colaboradores, todo o conteúdo apresentado é de minha total e exclusiva responsabilidade.
4. Nos últimos 4 anos produzi inúmeros podcasts que foram transmitidos por diferentes rádios na internet. A experiência foi positiva, porém o alcance ainda é muito limitado e o feedback quase nulo. A idéia é mantê-lo para ocasionalmente divulgar playlists especiais baseadas no material mais relevante enviado por bandas ou suas editoras.
5. É fácil manter ativo um blog como este, porém pretendo lançar um novo site mais dinâmico e visualmente mais interessante, e assim poder divulgar os novos projetos do MOM que vão surgir a partir de Abril. Como sou eu que faço toda essa parte de programação, design e gestão de conteúdos, só irei fazer a migração quando estiver 100% satisfeito com o mesmo.
6. Para 2017 minha grande meta é transpor para o youtube um pouco daquilo que fiz até agora com o MOM e explorar novas formas de divulgação através de vlogs dinâmicos e interativos. O canal existe há alguns anos e já conta com cerca de 500 inscritos, embora nunca tenha feito nada específico por lá. A idéia é dar a conhecer mais daquilo que sou e penso enquanto ser humano, compartilhar meu conhecimento enquanto colecionador de música, e minha experiência como músico e fã de música.
6. A mudança é fundamental, uma constante em nossas vidas que se reflete naquilo que somos e fazemos. Assim também será com o Metal Open Mind, que irá continuar propondo novidades, quebrando barreiras, e disseminando o que de melhor acontece no universo rock sem fronteiras.
Gustavo Scafuro | Guz69
youtube.com/user/Guz69
Em 2016 tive acesso a 1324 álbuns dentro do espectro Rock/Metal mundial, e dentre eles listo abaixo os 30 melhores em minha opinião. A grande novidade deste ano é que inclui 10 bandas Brasileiras entre os melhores álbuns, afinal foi um ano extremamente produtivo para o cenário nacional.
Vale lembrar que se trata de um TOP de escolhas estritamente pessoal, ordenado alfabeticamente, e que mais uma vez representa bem o carácter sem fronteiras do Metal Open Mind.
Os primeiros 5 grandes destaques de 2016, você confere a seguir nas resenhas abaixo.
por Guzz69
O AIRBOURNE é uma banda de Hard Rock oriunda da Austrália e formada em 2003. Breakin’ Outta Hell é já seu quinto trabalho de estúdio, contando é claro com o EP Ready to Rock, a estréia independente de 2004. O quarteto é liderado pelos irmãos O'Keeffe, e continua a seguir os passos musicais de seus conterrâneos AC/DC, com uma fórmula musical muito similar, o que para muitos pode revelar alguma falta de criatividade... No entanto, se tivermos em consideração o ano atribulado que teve a banda de Angus Young com as saídas do vocalista Brian Johnson e do baixista Cliff Willians, a último tour com Axl Rose, e as indefinições quanto a seu futuro, podemos considerar o Airbourne como um dos principais candidatos a assumir seu legado. Rock simples e direto, com refrões marcantes e ritmos contagiantes. Sem dúvidas um dos melhores albuns do gênero lançado em 2016.
O AMARANTHE é um dos melhores exemplos de como o metal mais extremo pode flertar com a pop music com vigor e personalidade sem ser pedante ou descartável. Maximalism é o quarto trabalho de estúdio deste sexteto Suéco liderado pela bela vocalista Elize Ryd (com o vocal agressivo de Jake E. a fazer o contraponto), e vem consolidar uma carreira em constante evolução, marcada até o momento por singles de sucesso, videos com milhões de views no youtube, e diversas tours pelo mundo. Vale lembrar que um dos álbuns precursores deste fenômeno pop metal foi o incrível Pop Divas Goes Metal de 2001, onde o guitarrista alemão Rob Counterforce recriava hits da música pop em versão metalizada. Desde então surgiram inúmeras bandas a explorar este nicho, e o Amaranthe é sem dúvidas um dos mais bem sucedidos neste sub-gênero do Heavy Metal. Quebrou-se o tabu, e provou-se que o heavy metal também pode ser pop, sem perder peso e qualidade.
Primeira banda Brasileira a figurar neste Top e também responsável por um dos melhores lançamentos nacionais de 2016. O ANCESTTRAL é um quarteto Paulistano que não esconde sua paixão por uma das maiores referência do thrash metal mundial, o Metallica. O grupo é liderado pelo talentoso Alexandre Grunheidt na guitarra e voz, e já conta com mais de 10 anos de carreira. No entanto, Web of Lies é apenas seu segundo álbum de longa duração, sucessor da estréia The Famous Unknown de 2007. Com uma produção independente, imaculada e acima da média, o novo álbum traz um rol de ótimas canções que invariavelmente nos remetem ao que de melhor James Hetfield e Cia produziram nos últimos 30 anos, mas sem nunca precisar recorrer a cópia carbono. A essência do thrash está lá, porém sua música têm personalidade própria, letras inteligentes e um potencial impressionante. O Ancesttral é também um grupo que não se inibe de absorver referências do metal contemporâneo, fazendo sua música soar autêntica e atual. Web of Lies é sem dúvidas um disco revigorante e imprescindível na coleção de qualquer metalhead que se preze.
O que dizer dos norte-americanos ANIMALS AS LEADERS sem parecer redundante? Já me tinham convencido plenamente com o álbum The Joy of Motion de 2014, e conseguem com este The Madness of Many elevar a fasquia em termos técnicos e criativos. Sim, a música é instrumental, polirítmica, e por vezes auto-indugente, porém de extrema qualidade e originalidade. O trio se mostra em plena forma técnica, e é sem dúvidas um dos nomes mais sonantes da geração djent. Músicas como Arithmophobia e Ectogenesis, as duas primeiras do novo trabalho parecem criações alienígenas de tão fora do padrão terrestre, captando o interesse do ouvinte a descobrir a totalidade da obra. O Animals as Leaders não cansa de nos surpreender, e este último álbum é apenas uma pequena amostra da extrema capacidade músical do grupo, que funde como poucos as nuances do jazz com a pulsação eclética do Rock pesado sem fronteiras.
Album de estréia deste quinteto norte-americano de Massachusetts que pratica uma sonoridade progressiva bem diferenciada, que se enquadra como uma luva na geração Post-Metal/Shoegaze atual, onde ambiências espaciais repletas de melodias etéreas transportam o ouvinte para a descoberta de novos mundos, através de uma avalache de riffs e ritmos invarialvelmente desenfreados e arrebatadores. No geral a atmosfera é emocional e convidativa, porém intensa e intrigante. Há uma sensação de urgência na busca do desconhecido sempre presente nesta obra do ASTRONOID, onde o grupo se mostra bastante confortável explorando dicotomias rítmicas a cada faixa, enquanto a voz açucarada do guitarrista Brett Boland preenche todos os espaços de forma simples e harmoniosa. Bandas como Cynic e Alcest são referências assumidas pela banda, mas em Air surgem bem disfarçadas por entre camadas de intensidade, personalidade e emoção.
Vale lembrar que se trata de um TOP de escolhas estritamente pessoal, ordenado alfabeticamente, e que mais uma vez representa bem o carácter sem fronteiras do Metal Open Mind.
Os primeiros 5 grandes destaques de 2016, você confere a seguir nas resenhas abaixo.
por Guzz69
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O AIRBOURNE é uma banda de Hard Rock oriunda da Austrália e formada em 2003. Breakin’ Outta Hell é já seu quinto trabalho de estúdio, contando é claro com o EP Ready to Rock, a estréia independente de 2004. O quarteto é liderado pelos irmãos O'Keeffe, e continua a seguir os passos musicais de seus conterrâneos AC/DC, com uma fórmula musical muito similar, o que para muitos pode revelar alguma falta de criatividade... No entanto, se tivermos em consideração o ano atribulado que teve a banda de Angus Young com as saídas do vocalista Brian Johnson e do baixista Cliff Willians, a último tour com Axl Rose, e as indefinições quanto a seu futuro, podemos considerar o Airbourne como um dos principais candidatos a assumir seu legado. Rock simples e direto, com refrões marcantes e ritmos contagiantes. Sem dúvidas um dos melhores albuns do gênero lançado em 2016.
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O AMARANTHE é um dos melhores exemplos de como o metal mais extremo pode flertar com a pop music com vigor e personalidade sem ser pedante ou descartável. Maximalism é o quarto trabalho de estúdio deste sexteto Suéco liderado pela bela vocalista Elize Ryd (com o vocal agressivo de Jake E. a fazer o contraponto), e vem consolidar uma carreira em constante evolução, marcada até o momento por singles de sucesso, videos com milhões de views no youtube, e diversas tours pelo mundo. Vale lembrar que um dos álbuns precursores deste fenômeno pop metal foi o incrível Pop Divas Goes Metal de 2001, onde o guitarrista alemão Rob Counterforce recriava hits da música pop em versão metalizada. Desde então surgiram inúmeras bandas a explorar este nicho, e o Amaranthe é sem dúvidas um dos mais bem sucedidos neste sub-gênero do Heavy Metal. Quebrou-se o tabu, e provou-se que o heavy metal também pode ser pop, sem perder peso e qualidade.
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Primeira banda Brasileira a figurar neste Top e também responsável por um dos melhores lançamentos nacionais de 2016. O ANCESTTRAL é um quarteto Paulistano que não esconde sua paixão por uma das maiores referência do thrash metal mundial, o Metallica. O grupo é liderado pelo talentoso Alexandre Grunheidt na guitarra e voz, e já conta com mais de 10 anos de carreira. No entanto, Web of Lies é apenas seu segundo álbum de longa duração, sucessor da estréia The Famous Unknown de 2007. Com uma produção independente, imaculada e acima da média, o novo álbum traz um rol de ótimas canções que invariavelmente nos remetem ao que de melhor James Hetfield e Cia produziram nos últimos 30 anos, mas sem nunca precisar recorrer a cópia carbono. A essência do thrash está lá, porém sua música têm personalidade própria, letras inteligentes e um potencial impressionante. O Ancesttral é também um grupo que não se inibe de absorver referências do metal contemporâneo, fazendo sua música soar autêntica e atual. Web of Lies é sem dúvidas um disco revigorante e imprescindível na coleção de qualquer metalhead que se preze.
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O que dizer dos norte-americanos ANIMALS AS LEADERS sem parecer redundante? Já me tinham convencido plenamente com o álbum The Joy of Motion de 2014, e conseguem com este The Madness of Many elevar a fasquia em termos técnicos e criativos. Sim, a música é instrumental, polirítmica, e por vezes auto-indugente, porém de extrema qualidade e originalidade. O trio se mostra em plena forma técnica, e é sem dúvidas um dos nomes mais sonantes da geração djent. Músicas como Arithmophobia e Ectogenesis, as duas primeiras do novo trabalho parecem criações alienígenas de tão fora do padrão terrestre, captando o interesse do ouvinte a descobrir a totalidade da obra. O Animals as Leaders não cansa de nos surpreender, e este último álbum é apenas uma pequena amostra da extrema capacidade músical do grupo, que funde como poucos as nuances do jazz com a pulsação eclética do Rock pesado sem fronteiras.
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Album de estréia deste quinteto norte-americano de Massachusetts que pratica uma sonoridade progressiva bem diferenciada, que se enquadra como uma luva na geração Post-Metal/Shoegaze atual, onde ambiências espaciais repletas de melodias etéreas transportam o ouvinte para a descoberta de novos mundos, através de uma avalache de riffs e ritmos invarialvelmente desenfreados e arrebatadores. No geral a atmosfera é emocional e convidativa, porém intensa e intrigante. Há uma sensação de urgência na busca do desconhecido sempre presente nesta obra do ASTRONOID, onde o grupo se mostra bastante confortável explorando dicotomias rítmicas a cada faixa, enquanto a voz açucarada do guitarrista Brett Boland preenche todos os espaços de forma simples e harmoniosa. Bandas como Cynic e Alcest são referências assumidas pela banda, mas em Air surgem bem disfarçadas por entre camadas de intensidade, personalidade e emoção.
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O BLACK STONE CHRERY é um quarteto de Hard Rock norte-americano oriundo de Edmonton, Kentucky. Este é seu quinto trabalho de longa duração e o primeiro por sua nova editora, a Mascot Label Group. O disco traz 12 novas canções de extremo bom gosto, com muito groove e peso que baste também. A banda é excelente, e tive a oportunidade de conferir todo o seu potencial ao vivo quando da passagem pelo Brasil no Maximus Festival em Setembro passado. A banda assume com muita personalidade influências que vão do Soul ao R&B, dando amplitude e memorabilidade ao seu post-grunge de cariz sulista. A voz do guitarrista Chris Robertson continua a ser destaque em Kentucky, sempre potente e emotiva, mas é o conjunto da obra que torna este disco tão especial. Afinal são ótimos músicos, e sabem tocar com alma (Soul Machine) e simplicidade (The Rambler) também.
24
O BORKNAGAR é um daqueles grupos que nasceram da necessidade de quebrar barreiras impostas por gêneros musicais limitativos. O guitarrista Norueguês Øystein Brun fundou a banda em 95 disposto a criar uma sonoridade mais melódica e progressiva dentro de uma cena musical cada vez mais extrema em seu País. Desde então lançou 10 álbuns de estúdio, sendo este Winter Thrice sua mais recente obra prima. Lembro que foi dos primeiros álbuns a me chamar a atenção no ano passado, pois com poucas audições era possível sentir algo único e especial sobre o mesmo. O álbum transporta o ouvinte em uma incrível viagem por mundos frios e desconhecidos, porém sem nunca nos abandonar pelo caminho. Pelo contrário, somos envolvidos por melodias de extremo bom gosto, o que nos faz sentir seguros e imponentes diante das tempestades sonoras que invariavelmente enfrentamos até o final.
23
O Stoner Rock esteve em evidência no ano passado com muitos shows de bandas gringas expoentes do gênero pelo Brasil, bem como por inúmeros lançamentos de bandas nacionais identificadas com essa onda retrô do estilo. O CATTARSE é uma dessas bandas a dar o seu contributo com muita personalidade em Black Water, seu segundo álbum de longa duração. O trio gaúcho foi formado em 2008 pelos irmãos Igor (guitarra e voz) e Yuri (baixo), aos quais se juntou o baterista Diogo Stolfo em 2012, consolidando a formação atual. Nos 9 temas do CD destilam um rock intenso e emotivo, com surpreendente maturidade e coesão. Sem dúvidas um lançamento diferenciado dentro do gênero, que cresce a cada audição, revelando um experimentalismo intrínseco pouco comum em bandas nacionais que bebem influências da fonte "Sabattiana".
22
Numa era em que muitos proclamam o fim do rock'n'roll, surge mais um super grupo para desafiar os mais céticos. O THE DEAD DAISIES foi formado em Sydney, Austrália pelo guitarrista David Lowy em 2012, mas conta atualmente com alguns integrantes do mais alto escalão do Hard Rock norte-americano, tais como o guitarrista Doug Aldrich, o baixista Marco Mendoza e o excelente vocalista John Corabi. Make Some Noise é seu terceiro trabalho de longa duração e inclui 12 canções orelhudas, com ritmos contagiantes, e repletas de energia positiva e descontração. Um álbum capaz de entreter os mais jovens entusiastas do Hard Rock, e também manter a esperança de quem cresceu ouvindo bandas como Aerosmith, Van Halen ou Guns'n'Roses.
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Regresso em 2016 desta veterana banda de metal progressivo oriunda da Itália. Com mais de 20 anos de carreira chegam ao seu nono álbum de longa duração, mantendo o alto padrão musical patente em seus últimos trabalhos, nomeadamente os 3 três últimos desde a entrada do excelente vocalista Mark Basile. Apesar de algumas similaridade estilísticas com os norte-americanos Dream Theater, considero atualmente o DGM uma banda bem mais cativante e interessante, e The Passage é mais uma prova de que extremo bom gosto musical pode criar canções memoráveis num gênero musical muitas vezes pontuado por exageros instrumentais e referências demasiadamente óbvias. O álbum ainda conta com convidados especiais de peso como o vocalista Tom Englund do Evergrey na faixa Ghosts of Insanity, e o guitarrista Michael Romeo do Symphony X na faixa Dogma. Sem dúvidas um prato cheio para os fâs de metal progressivo.















